quinta-feira, 5 de junho de 2008

Meio Ambiente

EFEITO ESTUFA
informações básicas a respeito dos
chamados gases causadores de efeito estufa

A atmosfera é constituída por uma mistura de gases, predominantemente nitrogênio (N2)
e oxigênio (O2) perfazendo em conjunto 99%.
Vários outros gases encontram-se presente em pequenas quantidades e, naturalmente,
constituem os conhecidos “gases de efeito estufa”, como o dióxido de carbono (CO2),
ozônio (O3), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), juntamente com o vapor d’água
(H2O).

Esses gases recebem tal denominação por apresentarem a propriedade de reter o calor,
da mesma forma que os vidros de um carro fechado ou o revestimento de uma estufa
sob a incidência do sol.

O dióxido de carbono, metano e óxido nitroso são os contribuintes gasosos da atmosfera
que mais têm sido discutidos.

No entanto, atenção prioritária tem sido dedicada ao dióxido de carbono, uma vez que o
volume de suas emissões para a atmosfera representa algo em torno de 55% do total das
emissões de gases de efeito estufa e o tempo de sua permanência na atmosfera, como já
mencionado, é de pelo menos 10 décadas.

O CO2 distribuído na atmosfera age como a cobertura de uma estufa sobre o planeta,
permitindo a passagem da radiação solar, mas evitando a liberação da radiação
infravermelha emitida pela Terra.

Assim, pela ação do efeito estufa natural a atmosfera se mantém cerca de 30°C mais
aquecida, possibilitando, com isso, a existência de vida no planeta, que sem o efeito
estufa natural seria um mero deserto gelado.

Com vistas à manutenção do equilíbrio térmico, a Terra emite para o espaço a mesma
proporção de energia que recebe de radiação solar. A radiação incidente atravessa as
diversas camadas da atmosfera e seu retorno ocorre na forma de radiações térmicas de
grande comprimento de onda ou calor, que são absorvidas pelo CO2.

Somando-se ao processo natural, as atividades do homem, também denominadas
antrópicas, estão resultando em contribuições adicionais de gases de efeito estufa,
acentuando a concentração dos mesmos na atmosfera e, conseqüentemente, ampliando a
capacidade de absorção de energia que naturalmente já possuem.

As emissões antrópicas de CO2, o gás que mais contribui para a intensificação do efeito
estufa, decorrem principalmente da queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e
gás natural), em usinas termoelétricas e indústrias, veículos em circulação e sistemas
domésticos de aquecimento.

Reservatórios naturais e sumidouros que têm a propriedade de absorver o CO2 do ar são
também afetados por ação antrópica, como as queimadas e os desmatamentos.
O aumento das concentrações de gases como o CO2 acima do natural pode ser
potencialmente perigoso, com possíveis conseqüências catastróficas para a humanidade,
como o aumento do nível do mar.

Embora o clima tenha sempre variado de modo natural, resultados de pesquisas e
simulações sofisticadas vêm sinalizando evidências de que as emissões excessivas de
dióxido de carbono, metano e óxido nitroso podem provocar mudança permanente e
irreversível no clima, imprimindo novos padrões no regime de ventos, pluviosidade e
circulação dos oceanos.

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